COMO FAZER CITAÇÃO EM TRABALHOS ACADÊMICOS ?

Assim como já diria Armando Nogueira: “Copiar o bom é melhor que inventar o ruim”, em todo o tipo de trabalho ou criação de projetos, acabamos copiando ou emprestando parte do conhecimento de outras pessoas. Entretanto, isso não ocorre porque não tivemos a capacidade de pensar em algo do gênero antes, mas sim porque existem fontes que realmente servem como base para desenvolver um trabalho, e, conseqüentemente, devem ser usadas e consultadas.

  Copiar o bom não é feito, de maneira alguma! Feio é copiar e não citar a fonte… Fazendo isso, você acaba se apoderando e levando créditos com base no conhecimento de outra pessoa, sendo antiético e completamente deselegante. É a mesma coisa que ocorre quando você tem uma idéia mirabolante, seja no trabalho ou na escola, e alguém vai lá, copia o que você fez e ainda diz “Fui eu que fiz!”. Que tipo de sentimento você teria? Certamente, você não ficaria feliz.

Mas muita gente deve pensar: “Ah, ninguém nem vai descobrir”, mas pode ter certeza que alguém, um dia, descobrirá. Existem casos de alunos que foram expulsos de Universidades pelo fato de terem copiado na íntegra o trabalho de outras pessoas. Para evitar problemas, enaltecer o trabalho dos outros (que, afinal de contas, devem ter suado a camisa para desenvolvê-lo) e fazer com que os seus trabalhos tenham citações corretas, a NBR 10520 está disponível.

Tipos e regras de citação

Existem três tipos de citação propriamente ditos, além das notas de referência e de rodapé: citação direta, citação indireta e citação de citação. Primeiramente, é interessante aprender os tipos e exemplo para, depois, verificar uma compilação com os pontos de destaque.

Citação Direta

A citação direta é a transcrição textual fiel de parte de um conteúdo de uma obra, ou seja, durante a elaboração de um trabalho acadêmico, por exemplo, foi necessário consultar um autor específico e, para o seu trabalho, alguma frase foi importante. Nesse caso, você vai copiá-la, mas vai citá-la. Por ser a transcrição exata de uma frase/parágrafo de um texto, a frase/parágrafo em questão será apresentada entre aspas duplas, podendo assumir duas formas:

1. Citando e referenciando: a chamada pelo nome do autor, quando feita no final da citação, deve apresentar-se entre parênteses, contendo o sobrenome do autor em letra maiúscula, seguido pelo ano de publicação e página em que o texto se encontra.

Exemplo 1:

“Não saber usar a internet em um futuro próximo será como não saber abrir um livro ou acender um fogão, não sabermos algo que nos permita viver a cidadania na sua completitude” (VAZ, 2008, p. 63).

2. Referenciando e citando: a citação a seguir foi feita como sendo um parágrafo do texto. Assim, o sobrenome do autor deve ser digitado normalmente, com a primeira letra em maiúscula e as demais em minúsculo, seguido do ano e página em que o texto se encontra, sendo estas informações apesentadas entre parênteses.

Exemplo 2:

Segundo Vaz (2008, p. 63) “não saber usar a internet em um futuro próximo será como não saber abrir um livro ou acender um fogão, não sabermos algo que nos permita viver a cidadania na sua completitude”.

Como você pode ver, a citação direta é a cópia exata de um texto. Caso o documento original contenha algum tipo de grifo, como uma palavra em negrito, em itálico ou sublinhada, a sua citação deve ter esse tipo de grafia, acrescentada com a observação “grifo do autor”.

Exemplo 3:

“Uma das referências mais conhecidas a respeito do conceito de padrão de projeto é o livro A Timeless Way of Building, escrito em 1979 pelo arquiteto Christopher Alexander” (KOSCIANSKI; SOARES, 2007, p. 289, grifo do autor).

Esse mesmo tipo de observação aplica-se quando, por exemplo, você tiver feito algum grifo na citação, para enfatizar uma palavra ou frase. No caso, deve-se acrescentar a expressão “grifo nosso”, indicando que o presente autor (você) fez a alteração.

Exemplo 4:

“O termo defeito no PSP refere-se a tudo que esteja errado em um software, como erros na arquitetura, na representação de diagramas, problemas em algoritmos etc.” (KOSCIANSKI; SOARES, 2007, p. 123, grifo nosso).

Citação direta com mais de três linhas

As citações com mais de três linhas devem ter um tipo de destaque diferente: é necessário reduzir o tamanho da fonte, podendo ser para 10 ou 11 e também é preciso aplicar um recuo de 4cm em relação à margem esquerda — selecione o texto e movimente os marcadores, localizado na régua do Word até o número 4, assim, todo o seu texto ficará com o recuo exigido pelas normas (veja a imagem ao lado). Ao final, a citação com mais de três linhas terá a seguinte apresentação — observe que ela não tem aspas:

Frase muito grande para citação

Imagine um parágrafo com 10 linhas, sendo que apenas a primeira e a última linha interessam a você. Nesse caso, você vai usar uma supressão, que é a inclusão de um sinal de colchetes com reticências, exatamente como esse […], indicando que um trecho do texto não foi usado, veja um exemplo:

“As propostas de melhorias de processo e tecnologia são coletadas e analisadas […] com base nos resultados de projetos-piloto”(KOSCIANSKI; SOARES, 2007, p. 153).

Citação indireta

Depois de ler um artigo, você chegou a uma conclusão semelhante a do autor consultado. Mas por algum motivo pessoal, você não tem interesse em usar as mesmas palavras e exatamente a mesma estrutura que encontrou no artigo em questão. Nesse caso, você fará uma citação indireta, já que o seu texto teve como base uma obra consultada.

Seguindo o mesmo formato de apresentação da citação direta, a indireta também deve conter o autor da frase citada, bem como o ano da publicação do artigo/livro. Apresentar a página em que o conteúdo se encontra é opcional.

Exemplos:

Lancaster (1993, p. 6) aponta como um aspecto importante na recuperação das informações é a extensão dos conteúdos a serem indexados.

Um aspecto importante na recuperação das informações é a extensão dos conteúdos a serem indexados (LANCASTER, 1993).

As citações indiretas podem ter mais de um autor, até pelo fato de que você pode ter consultado várias obras até chegar a sua conclusão, veja:

Tanto Weaver (2002, p.18) como Semonche (1993, p. 21) apontam questionamentos que devem preceder o planejamento da indexação de artigos de jornais, como: Qual a finalidade do artigo? Quem é o público-alvo que terá acesso ao artigo? Que tipo de informação o usuário procura?

Citação de Citação

Livros antigos e considerados clássicos em um assunto são importantes serem citados. Mas nem sempre eles estão disponíveis. Imagine um livro do ano de 1970, que foi publicado apenas nos Estados Unidos ou outro livro que, por algum motivo, você não tenha conseguido encontrar em livrarias, sebos e bibliotecas… Você não teve acesso ao documento em seu formato original, mas, durante suas pesquisas, encontrou um autor que teve a sorte de ter em mãos o documento, e este fizera uma citação extremamente importante para o seu trabalho.

Não pense que você perderá a oportunidade de usar este conteúdo. Para contornar isso, existe a citação de citação. Como o próprio termo leva a entender, você fará uma citação de um conteúdo que foi citado na obra que você está consultando. Esse tipo de citação é recomendado em último caso, já que o correto é tentar localizar a fonte original. Veja dois exemplos, tanto de citação direta quanto indireta.

Exemplo de citação de citação (seguindo o modelo direto):

Segundo Van Dijk (1983), citado por Fagundes (2001, p. 53), “no texto jornalístico é convencional apresentar-se um resumo do acontecimento abordado. Esse resumo pode ser expresso por letras grandes separadas do resto do texto ou na introdução no ‘lead’”.

Exemplo de citação de citação (seguindo o modelo indireto):

Segundo Fujita (1999) citada por Fagundes (2001, p. 65) a indexação engloba três fases: 1) análise por meio da leitura do documento, em que serão selecionados os conceitos; 2) síntese, com a elaboração de resumos e 3) a identificação e seleção de termos com auxílio de uma linguagem documentária.

Regras gerais e síntese da norma

De maneira sintetizada, aqui você confere os pontos importantes a respeito dos tipos de citação e outras dicas:

Citação Direta

  1. Deve      conter o ano de publicação e a página que o texto foi extraído.
  2. Se      você primeiro citar a frase entre aspas, a referência do autor deve      apresentar-se na ordem: (SOBRENOME DO AUTOR, ano, página). Lembre-se:      sobrenome do autor em caixa alta.
  3. Se      você primeiro referenciar o autor, para depois fazer a citação, use:      Sobrenome (ano, número da página). Lembre-se: apenas a primeira letra do      sobrenome em maiúscula.
  4. Se a      citação tiver algum termo entre aspas ” “, coloque-o entre aspas      simples, já que a citação em si (a frase toda) apresenta-se entre aspas      duplas.

Citação Indireta

Segue a mesma formatação quanto a referência do sobrenome do autor (no início ou no final da frase), ficando a critério do autor (você) inserir o número da página em que o texto foi retirado.

Citação de Citação

Segue a mesma formatação quanto a referência do sobrenome do autor (no início ou no final da frase). Lembre-se de usar esse tipo de citação com cautela, para não fazer um trabalho do tipo “fofoca”, no qual você apenas copia algum conteúdo que, na verdade, já foi copiado.

Grifo

Se você usou uma fonte já com o grifo (negrito, itálico ou sublinhado), se você destacou um trecho da citação ou até mesmo se você traduziu uma frase para incluir no trabalho como citação, não esqueça de avisar. Caso tenha sido uma tradução sua, acrescente “tradução nossa”.

Citação com mais de três linhas

  1. Reduza      o tamanho da fonte para 10 ou 11
  2. Aplique      um recuo de 4cm em relação à margem esquerda
  3. Não      coloque aspas

Notas de rodapé

As notas de rodapé são caracterizadas por números ou letras apresentado no final da citação, que aparecem em seqüencia, no corpo do trabalho. No rodapé, você pode referenciar:
Um trabalho que ainda esteja em fase de elaboração, sendo que em seu texto, deve constar a expressão entre parênteses (em fase de elaboração).
Informações verbais obtidas durante uma conversa, dados coletados em uma palestra etc., sendo que em seu texto, deve constar a expressão entre parênteses (informação verbal).
Qualquer tipo de menção que julgue necessário, seguindo as normas de referências ou vocabulário livre.

Detalhes, muitos detalhes estão presentes nas normas de citação. Lendo pela primeira vez, tudo isso pode parecer muito confuso e difícil, mas com o passar do tempo a formatação acaba sendo tão intuitiva e direta, que você, com certeza, não precisará consultar as explicações acima. Os processos, tanto para direta, indireta ou citação de citação acabam sendo parecidos, fato que permite memorizar melhor o processo.

Ao final deste artigo encontram-se as fontes utilizadas como referências, para fazer os exemplos de citações… Elas estão de acordo com a NBR 6023, referente as informações e documentação necessárias para elaboração de referências, que você vai conferir no próximo artigo.

A seguir, serão enumerados e exemplificados alguns elementos essenciais e complementares.
Fonte – em negrito e seguida de dois-pontos.
Autor – sobrenome em caixa alta, separado por vírgula do prenome e do nome.
Título – em itálico, somente a primeira palavra do título deve ter sua inicial em letra maiúscula, a não ser que o título contenha nomes próprios.
Subtítulo – sempre separado por dois-pontos do título e sem itálico ou negrito.
Edição – apresentada a partir de um numeral ordinal seguido da abreviatura ed., ambas no idioma do documento.
Local – cidade em que o documento foi editado, seguida de dois-pontos.
Editora – abreviar os prenomes e omitir palavras que definam a natureza jurídica ou comercial da editora. Entretanto, se esses termos forem indispensáveis à correta identificação da editora, não se deve suprimi-los.
Data – geralmente representada pelo ano de publicação de um documento em algarismos arábicos e sempre antecedida de vírgula.
Descrição física – a página inicial, precedida de p., separada por hífen da página em que termina a parte selecionada. Neste caso, pode-se indicar também o volume, precedido

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Autor:
Mais de um autor – a separação entre eles se dá por ponto-e-vírgula.
Ex.: CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A12. Metodologia científica. 4a ed. São Paulo: Makron Books, 1996.

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Mais de três autores – cita-se o mais relevante, seguido da expressão et al. (abreviatura de et alii).
Ex.: MACIEL, C. et al. Português: treinamento e criatividade, 7a série. Belo Horizonte: Vigília, 1978.

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Autor com grande responsabilidade (organizador, coordenador, compilador) – deve aparecer em lugar dos demais autores, que são representados por et al.
Ex.: MOREIRA, L. P. (Coord.) et al. Normas para trabalhos de conclusão de curso e de iniciação científica. Rio de Janeiro: UCAM, 1999.

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Autor desconhecido – a entrada se dá pelo título do documento, com a primeira palavra em letras maiúsculas.
Ex.: LINGUAGEM & ensino. Pelotas: UCPel, jul. 1999. Revista do Curso de Mestrado em Letras. 2 v.

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Instituição responsável pela publicação de um documento que não tenha autoria pessoal – aparece em caixa alta.
Ex.: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Catálogo de teses da Universidade de São Paulo: 1992. São Paulo: 1993. 467 p.

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Instituição com nome genérico responsável pela publicação de um documento que não tenha autoria pessoal – inclui-se, antes do nome propriamente dito, o nome do órgão superior ou o nome da jurisdição geográfica à qual a entidade pertence.
Ex.: BRASIL. Ministério da Justiça. Relatório de atividades. Brasília, DF: 1993.

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Entidade vinculada a um órgão maior que tenha um nome específico suficiente para identificá-la – após o nome e entre parênteses, a unidade geográfica que identifica a jurisdição.
Ex.: BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Relatório da Diretoria-Geral: 1982. Rio de Janeiro: 1985.
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Título:
Título desconhecido – pode-se criar um que o identifique, colocando-o entre colchetes.
Ex.: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE AGRICULTURA, 1., 1978, Recife. [Trabalhos apresentados]. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências, 1980.

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Capítulo, seção ou parte – usa-se o título da parte, a expressão In:, a referência completa da obra no todo e a(s) página(s) da parte ou outra informação capaz de localizar a parte referenciada.
Ex.: SPINA, Segismundo. A técnica bibliográfica. In: ______. Normas gerais para os trabalhos de grau: um breviário para o estudante de pós-graduação. 3a ed. São Paulo: Ática, 1994. p. 47-57.
Edição:

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Complementos da edição (como revisada, ampliada…) – devem figurar de forma abreviada, como rev. e amp., respectivamente.
Ex.: TERRA, Ernani. Curso prático de gramática. Ed. rev. e atual. São Paulo: Scipione,1991.

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Local:
Mais de uma cidade – referencia-se a primeira ou a que apresentar maior destaque e ignorar as outras.
Ex.: SWOKOWSKI, E. W.; FLORES, V. R. L. F.; MORENO, M. Q. Cálculo de geometria analítica. Tradução de: Alfredo Alves de Faria. Revisão técnica de: Antonio Pertence Júnior. 2a ed. São Paulo: Makron Books do Brasil, 1994. 2 v.

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Cidade presumível – indicação entre colchetes.
Ex.: LAZZARINI NETO, Sylvio. Cria e recria. [São Paulo]: SDF Editores, 1994. 108 p.
Cidade desconhecida – inclui-se o símbolo [S.l.], que significa sine loco.
Ex.: OS GRANDES clássicos das poesias líricas. [S.l.]: Ex Libris, 1981.
Manual de Elaboração de Material Didático
Editora:
Editora desconhecida – incluem-se as duas informações da seguinte forma: [s.n.] de sine nomine.
Ex.: GONÇALVES, F. B. A história de Mirador. [S.l.: s.n.], 1993.
Duas editoras – indicam-se as duas, com suas respectivas cidades.
Ex.: ALFONSO-GOLDFARB, Ana Maria; MAIA, Carlos A. (Coord.) História da ciência: o mapa do conhecimento. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura; São Paulo: EDUSP, 1995. (América 500 anos, 2).
Três ou mais editoras – indica-se a primeira ou a que figurar em maior destaque.
Ex.: DURAN, J. J. Iluminação para vídeo e cinema. São Paulo: [s.n.], 1993. 126 p., 21 cm.
Editora = responsável pela autoria – não é preciso repetir a editora.
Ex.: BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Relatório da Diretoria-Geral: 1982. Rio de Janeiro: 1985.
Manual de Elaboração de Material Didático
Data:
Data de impressão, apresentação, distribuição substituindo a de publicação – pode-se referenciar a data antecedida de “c”.
Ex.: CIPOLLA, Sylvia. Eu e a escola, 2a série. São Paulo: Paulinas, c1993.
Ano de publicação desconhecido – sugestão de data aproximada:
um ano ou outro: [1980 ou 1981];
data provável: [1970?];
data certa, não indicada no documento: [1960];
intervalos com menos de 20 anos: [entre 1975 e 1989];
data aproximada: [ca. 1999];
década certa: [199-];
década provável: [199-?];
século certo: [19–];
século provável: [19–?].
Ex.: COOPER, David. Psiquiatria y antipsiquiatria. Buenos Aires: Paidos, [1972?].
Mais informações além do ano – algumas edições apresentam não só o ano como também o mês, o bimestre, o trimestre ou a estação do ano em que foram publicadas. Os dois primeiros devem ser abreviados, mas as estações do ano devem ser escritas por extenso, sempre na língua do documento.
Ex.: LINGUAGEM & ensino. Pelotas: UCPel, jul. 1999. Revista do Curso de Mestrado em Letras. 2 v.
Ex.: FIGUEIREDO, E. Canadá e Antilhas: línguas populares, oralidade e literatura. Gragoatá, Niterói, n. 1, 2o sem. 1996, p. 127-136.
Ex.: MANSILHA, H. C. F. La controversia entre universalismo y particularismo en la filosofía de la cultura. Revista Latinoamericana de Filosofia, Buenos Aires, v. 24, n. 2, primavera 1998.
Vários volumes – deve ser indicada a primeira e a última data de publicação, separadas por hífen.
Ex.: RUCH, Gastão. História geral da civilização: da Antiguidade ao século XX. Rio de Janeiro: F. Briguiet, 1926-1940. 4 v.

Descrição física:

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Sem paginação – inclui-se, ao final da referência, a expressão Não paginado.
Ex.: SISTEMA de ensino Tamandaré: sargentos do Exército e da Aeronáutica. [Rio de Janeiro]: Colégio Curso Tamandaré, 1993. Não paginado.

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Documentos cujas páginas não sigam uma sequência numérica – inclui-se, ao final da referência, Paginação irregular.
Ex.: MARQUES, M. P.; LANZELOTTE, R. G. Banco de dados e hipermídia: construindo um metamodelo para o Projeto Portinari. Rio de Janeiro: PUC, Departamento de Informática, 1993. Paginação irregular.
Série e coleção:

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Dados de série ou coleção – inclui-se o título entre parênteses, separado por vírgula do volume e representado em algarismos arábicos.
Ex.: CASTRO, P. Camilo: novelas. 2a ed. Rio de Janeiro: Agir, 1961. (Nossos clássicos, v. 10)
Dimensões:

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Normalmente, indica-se somente a altura do documento, em centímetros.
Ex.: DURAN, J. J. Iluminação para vídeo e cinema. São Paulo: [s.n.], 1993. 126 p., 25 cm.

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Em casos especiais, pode-se indicar também a largura.
Ex.: CHEMELLO, T. Lãs, linhas e retalhos. 3a ed. São Paulo: Global, 1993. 61 p., il., 16 cm x 23 cm.
Obs.: As medidas em centímetros não devem ser fracionadas, isto é, devem ser arredondadas para cima.

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Medidas de documentos tridimensionais – devem ser exatas.
Ex.: TAÇA de vidro à maneira de Veneza, com a imagem de Nossa Senhora e o menino Jesus no fuste decorado com detalhes azuis. [17–?]. 1 taça, 10,7 cm de diâmetro x 25 cm de altura.
Para cada tipo de documento, isto é, suporte que contém informações registradas que possam servir para consulta, estudo, etc. há uma referência bibliográfica diferente, embora tenha-se de manter sempre um mesmo padrão para todas as indicações de um mesmo trabalho.

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Periódico.
Ex.: BOLETIM GEOGRÁFICO. Rio de Janeiro: IBGE, 1943-1978.
Obs.: sem data de término.
Ex.: SÃO PAULO MEDICAL JOURNAL = REVISTA PAULISTA DE MEDICINA. São Paulo: Associação Paulista de Medicina, 1941-.
Artigo e matéria de revista, boletim, etc.
Ex.: As 500 maiores empresas do Brasil. Conjuntura Econômica, Rio de Janeiro, v. 38, n. 9, set. 1984. Edição especial.

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Artigo e matéria de jornal.
Ex.: OSWALD, Vivian. EUA acenam bandeira branca. O Globo, Rio de Janeiro, 23 abr. 2003. Economia, p. 17.
Obs.: Se não houver o nome do caderno ou da parte do jornal onde encontramos o artigo ou a matéria, a página precederá a data da publicação.
Ex.: LEAL, L. N. MP fiscaliza com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 3, 25 abr. 1999.

====================================

Evento.
Ex.: IV CONGRESSO DEL PARTIDO COMUNISTA DE CUBA, 1991, Santiago de Cuba. Discursos y documentos. La Habana: Política, 1992.
Obs.: Um trabalho apresentado em um evento representa uma parte do evento.
Ex.: SOUZA, L. S.; BORGES, A. L.; RESENDE, J. O. Influência da correção e do preparo do solo sobre algumas propriedades químicas do solo cultivado com barreiras. In: REUNIÃO BRASILEIRA DE FERTILIDADE DO SOLO E NUTRIÇÃO DE PLANTAS, 21., 1994, Petrolina. Anais… Petrolina: EMBRAPA, CPATSA, 1994, p. 3-4.

====================================

Separata.
Ex.: LION, M. F.; ANDRADE, J. Drogas cardiovasculares e gravidez. Separata de: Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v. 37, n. 2, p. 125-127, 1981.

===================================

Ilustração.
Ex.: TERRA, Ernani; NICOLA, José. Português, Ensino médio. São Paulo: Scipione, 2000. (Novos tempos, v. 2) 192 p., il.
Obs.: No caso de ilustrações coloridas, devemos incluir il. color.
Ex.: OSWALD, Vivian. EUA acenam bandeira branca. O Globo, Rio de Janeiro, 23 abr. 2003. Economia, p. 17., il. color.
Manual de Elaboração de Material Didático

===================================

Patente.
Ex.: EMBRAPA. Unidade de Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos, SP). Paulo Estevão Cruvinel. Medidor digital multissensor de temperatura para solos. BR n. Pl 8903105-9, 26 jun. 1989, 30 maio 1995.

===================================

Legislação.
Ex.: BRASIL. Código civil. 46a ed. São Paulo: Saraiva, 1995.
Obs.: No caso das constituições e das suas emendas, devemos acrescentar, entre a jurisdição e o título, a palavra Constituição, seguida pelo ano de promulgação entre parênteses.
Ex.: BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional no 9, de 9 de novembro de 1995. Lex: legislação federal e marginária, São Paulo, v. 59, p. 1966, out./dez. 1995.

====================================

Jurisprudência.
Ex.: BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. “Habeas-corpus” no 181.636-1, da 6a Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-240, mar. 1998.

====================================
Doutrina.
Ex.: BARROS, Raimundo Gomes de. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados, São Paulo, v. 19, n. 139, p. 53-72, ago. 1995.

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Imagem em movimento.
Ex.: ESPERANÇA e glória. Produção de John Boorman. Manaus: Peixes, 1987. 1 aparelho de DVD.
Manual de Elaboração de Material Didático

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Documento iconográfico.
Ex.: MAGALHÃES, J. [Sem título]. 1997. 1 fotografia.
Ex.: KOBAYASHI, K. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia.

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Documento cartográfico.
Ex.: BRASIL e parte da América do Sul. São Paulo: Michalany, 1981. 1 mapa. Escala 1:600.000.

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Documento sonoro.
Ex.: PONTES, Dulce. Lágrimas. Manaus: Movieplay, 1993. 1 CD.
Obs.: As partes e faixas do documento sonoro representam uma parte de tal documento.
Ex.: RODRIGUES, A.; MARCENEIRO, A. Estranha forma de vida. Intérprete: Dulce Pontes. In: PONTES, Dulce. Lágrimas. Manaus: Movieplay, 1993. 1 CD. Faixa 9.

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Partitura.
Ex.: BARTÓK, Béla. O mandarim maravilhoso. Wien: Universal, 1952. 1 partitura. Orquestra.

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Documento em meio eletrônico.
Ex.: KOOGAN, André; HOUAISS, Antonio (Ed.). Enciclopédia e dicionário digital 98. Direção geral de André Koogan Breikmam. São Paulo: Delta: Estadão, 1998. 5 CD-ROM.
Obs.: Caso a obra tenha sido consultada on-line, devemos acrescentar Disponível em: <endereço eletrônico onde a obra está disponível>. Acesso em: mês de acesso abreviado com três letras (com exceção de maio) e ponto seguido do ano.
Ex.: ALVES, Castro. Navio negreiro. [S.l.]: Virtual Books, 2000. Disponível em: <http://www.terra.com.br/virtualbooks/freebook/port/Lport2/navionegreiro.htm&gt;. Acesso em: jan. 2002.

REFERÊNCIAS

XAVIER, Andressa Cristina. Processamento informacional de um jornal histórico com vista à sua disponibilização na internet. 2007. 80 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão da Informação) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007. [Orientador: Prof. Dr. Ulf Gregory Baranow].

KOSCIANSKI, A.; SOARES, M. Qualidade de software: aprenda as metodologias e técnicas mais modernas para o desenvolvimento de software. São Paulo: Novatec Editora, 2007.

VAZ, Conrado Adolpho. Google Marketing: o guia definitivo do marketing digital. São Paulo: Novatec Editora, 2007.

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